Como sempre, não conseguimos sair antes de meio dia... A gente dorme tarde, porque o sol se põe perto das 10 da noite.
E levantar cedo não dá.
A primeira parada foi em Ronda, cidade medieval muito binita. As estradas são lindas e uma curva após a outra. A moto só ficava na vertical ao passar de uma curva para a outra. Foi uma subida do litoral até as montanhas, com curvas o tempo todo, uns 80 km ao todo.
Em Ronda, o calor estava insuportável e até o capeta tava pedindo água gelada e procurando sombra.
Como no centro histórico não se pode estacionar em lugar nenhum, tive que ficar sentado na moto em um beco, na sombra, enquanto a Selene fazia algumas fotos da principal ponte de acesso, o cartão postal de Ronda. Mas na sombra também estava um forno. Foi muito difícil ficar em Ronda por causa da proibição de estacionar e por causa do calor. Após as fotos e uma compra numa lojinha, saímos de Ronda em direção a Sevilha, distante 120 km dali.
As estradas continuaram bonitas, agora com menos curvas e com plantações sem-fim de girassóis. A Selene fez muitas fotos e eu diminuía a velocidade da moto para observarmos a beleza dos campos e para que as fotos ficassem melhores.
O problema é que à medida que nos aproximávamos de Sevilha, o calor piorava e o cansaço também, pois a viagem assim fica muito desgastante. Essa situação tira a graça da viagem
Muitos relatos de viagem omitem o desconforto e as coisas ruins. Esse foi o trajeto mais difícil que fizemos, quase nos levando à desistência de continuarmos a viagem com a moto.
Chegamos em Sevilha exauridos, apesar da pouca distância percorrida.
Nossos amigos estão agora em Florença, Itália, e nos disseram que lá está 38 graus de calor...
Amanha ou hoje mais tarde decidiremos nossa proxima direção.
Abração pra todo mundo!!!
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